Toda via,: os cortes de Michele Santos — a mulher, periferia, a poesia

O artigo analisa o livro Toda via, (2015), de Michele Santos, poeta e produtora cultural do extremo sul de São Paulo. Rafael Ireno interpreta sua poética como ruptura, denúncia e experimentação formal, ligando cortes estéticos à consciência periférica e feminina. Destaca o uso de trocadilhos, rimas abruptas, tipografia estratégica e ambiguidade como instrumentos críticos, políticos e afetivos. Aborda ainda as performances orais da autora nos saraus e a tensão entre o desejo de compartilhamento e o hermetismo estético.