A partir de etnografia em favelas da zona norte carioca, o artigo analisa a interdependência entre cuidadoras informais — mulheres que “tomam conta” de crianças em suas casas — e o sistema público de creches. Mostra como essas práticas compensam a ausência estatal, são moralmente ambíguas e centralizam maternidades negras e periféricas, frequentemente alvo de estigmas e injustiças. Discute cuidado como trabalho, informalidade, gênero, território e reprodução estratificada.
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