Repositório de dados, saberes e resistências de meninas e mulheres periféricas e de comunidades marginalizadas
O estudo conta a história das mulheres que trabalham com pesca artesanal em Miracema do Tocantins. Mostra que elas fazem todas as etapas da pesca — como preparar os apetrechos, pescar, limpar e vender o peixe — mas ainda são vistas como “ajudantes” e não como profissionais. As mulheres solteiras se consideram pescadoras de verdade, enquanto as casadas acham que estão “ajudando” o marido. O texto mostra que essa diferença tem a ver com desigualdade entre homens e mulheres, e propõe que essas trabalhadoras sejam mais reconhecidas e valorizadas.
O artigo mostra como mulheres artesãs de Alagoas se uniram para enfrentar as dificuldades da vida e do trabalho por meio da economia solidária. Formaram grupos que valorizam a cooperação e a criatividade, criando produtos artesanais e espaços de resistência. Mesmo com pouca estrutura, elas mostram que é possível viver com dignidade e construir novos caminhos fora da lógica do lucro. Essa união fortalece a luta das mulheres em diferentes regiões do estado.
Marielle analisa os impactos do golpe em mulheres negras e faveladas, destacando sua centralidade política e potência coletiva frente à retirada de direitos. A partir de sua experiência como mulher negra da Maré, o capítulo propõe que corpos periféricos assumam papel estratégico nas lutas por democracia e justiça social.
A dissertação analisa as percepções e experiências de sete mulheres da Microrregião de São Mateus (ES) que decidiram interromper a gravidez. Por meio de entrevistas qualitativas em domicílio, o estudo aborda os motivos para o aborto (como condição socioeconômica, falta de apoio e medo da rejeição familiar), os métodos utilizados (como uso de Cytotec, chás, sondas) e os sentimentos envolvidos (culpa, alívio, tristeza). A autora discute o aborto como um problema de saúde pública vinculado a questões de gênero, desigualdades e exclusão.
O artigo mostra como as mulheres indígenas do povo Karo Rap, de Rondônia, têm enfrentado invasões e violências em seus territórios. Com apoio da associação AGIR, elas passaram a liderar ações de resistência, expulsando garimpeiros e se tornando referência política e comunitária. A luta delas envolve a proteção do território, que é visto como extensão do corpo e do espírito, e propõe que cuidar da terra é também cuidar da vida. A união entre as mulheres e o empoderamento coletivo são apresentados como ferramentas para enfrentar o machismo e garantir a preservação cultural.
O artigo mostra como a cidade de Goiânia foi construída de forma desigual, onde as mulheres — principalmente as que trabalham e vivem na periferia — enfrentam muitas dificuldades, como medo de andar na rua, falta de segurança e violência. A pesquisa ouviu 188 mulheres para entender como elas sentem a cidade. O estudo denuncia que o sistema em que vivemos (capitalista e patriarcal) faz com que a cidade seja feita para os homens, e quer ajudar a mudar isso por meio da escuta, luta e resistência das mulheres.
O artigo mostra como as mulheres indígenas do Amapá começaram a lutar por espaço político dentro das suas comunidades e do movimento indígena. Elas criaram a AMIM (Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão), onde passaram a discutir saúde, educação, alimentação e direitos. A pesquisa conta a trajetória dessas mulheres, suas dificuldades e conquistas, destacando eventos como os Encontros de Mulheres Indígenas. O texto mostra que elas atuam como líderes, professoras, parteiras e organizadoras, construindo redes de luta que ajudam a garantir os direitos dos povos indígenas.
A partir da análise de quatro filmes brasileiros (ficção e documentário), o estudo explora como mulheres periféricas são retratadas no cinema, revelando que obras dirigidas por mulheres tendem a posicionar essas personagens como protagonistas ativas, enquanto produções masculinas as relegam a papéis secundários ou silenciosos. A pesquisa também discute o impacto da linguagem cinematográfica patriarcal e propõe alternativas visuais que valorizem a narrativa feminina periférica.
O estudo investiga como redes sociais e comunitárias influenciam na produção da saúde de mulheres de baixa renda em uma comunidade vulnerável. Foram identificadas redes de vizinhos, amigas, madrinhas/tias e benzedeiras, que atuam na promoção da saúde e no suporte emocional. O artigo destaca a importância da valorização dessas redes pelos equipamentos de saúde locais.
Estudo caso-controle com mulheres internadas por aborto em dois hospitais públicos da periferia de SP. Mostra correlação entre aborto provocado e condições socioeconômicas desfavoráveis, com destaque para sentimentos negativos durante a gravidez e barreiras ao acesso à saúde.
O artigo discute a luta das mulheres periféricas da zona leste de São Paulo por protagonismo dentro e fora da Igreja Católica. A partir das Comunidades Eclesiais de Base, elas criaram a associação AMZOL, que promoveu lutas sociais e políticas desde a década de 1960. O texto aborda a influência do cristianismo patriarcal, a militância feminista e a conquista de políticas públicas, incluindo a criação do Centro Maria Miguel para combate à violência doméstica.
A dissertação analisa uma experiência coletiva de assessoria técnica em arquitetura junto a mulheres da Ocupação Dandara, em BH. O processo é voltado à reforma e ampliação das moradias com protagonismo das participantes, que aprenderam a levantar dados, planejar obras, organizar financiamento, executar tarefas de construção e acompanhar melhorias. Parte da crítica à prática convencional da arquitetura, propõe uma atuação emancipadora e transformadora, valorizando o saber popular, o planejamento coletivo e a autonomia das mulheres periféricas.
O artigo analisa, a partir de uma perspectiva geográfica e feminista, como mulheres chefes de família de baixa renda reorganizam seus territórios após a dissolução conjugal. A pesquisa revela as estratégias espaciais construídas para garantir autonomia, cuidado e sobrevivência na periferia de Ponta Grossa (PR). Aborda práticas de circulação, disputas por habitação, redes de vizinhança e o entrelaçamento dos espaços públicos e privados na reconstrução da vida cotidiana.
Esse texto fala sobre as mulheres do quilombo Lagoa da Pedra, no Tocantins. Elas são fortes guardiãs da cultura e da fé do lugar. Por meio da Roda de São Gonçalo, uma dança tradicional cheia de significado, elas mantêm viva a história da comunidade e dos ancestrais. O artigo mostra como essas mulheres organizam as festas, ensinam os mais jovens e resistem às dificuldades com união, sabedoria e força. Tudo isso é feito de forma oral — ou seja, passando os ensinamentos de boca em boca, como sempre foi no quilombo.
O artigo discute as políticas públicas de direitos sociais na perspectiva das mulheres negras chefes de família na periferia de São Paulo. A autora analisa como essas mulheres atuam em movimentos sociais para conquistar direitos básicos e propõe uma nova abordagem para avaliar políticas públicas, considerando a vivência dessas mulheres.
O artigo analisa como o rap e o movimento hip hop constroem representações da mulher. Com base em 32 letras de rap e entrevistas com integrantes do movimento, a autora identifica estereótipos como “mãe”, “objeto” e “lutadora”, discutindo tensões entre discursos conservadores e emancipatórios. Destaca as letras produzidas por mulheres, que reivindicam visibilidade, ruptura de normas de gênero e novas identidades femininas.
Estudo transversal com 367 gestantes das periferias de Rio Grande (RS), que revela baixo conhecimento sobre exames pré-natais e sinais de risco à gravidez. Apesar de a maioria reconhecer a importância do pré-natal, menos de um terço sabia, espontaneamente, sobre procedimentos essenciais como exames de mama, toque vaginal ou sinais críticos como sangramento e hipertensão. O artigo defende maior educação em saúde como estratégia de redução da mortalidade materna e infantil em territórios vulnerabilizados.
A pesquisa investiga como mulheres negras periféricas constroem seus trajetos diários na cidade, analisando experiências corporais, racismo, violência e acessibilidade urbana a partir da mobilidade na Zona Sul de São Paulo.
O dossiê reúne pesquisas de oito fellows negros de todas as regiões do Brasil sobre justiça climática em territórios periféricos, quilombolas, pesqueiros e urbanos. A partir de metodologias participativas e cartografia social, os estudos denunciam desigualdades ambientais, propõem soluções baseadas em saberes ancestrais e fortalecem uma ciência comprometida com os territórios.
A partir de etnografia em favelas da zona norte carioca, o artigo analisa a interdependência entre cuidadoras informais — mulheres que “tomam conta” de crianças em suas casas — e o sistema público de creches. Mostra como essas práticas compensam a ausência estatal, são moralmente ambíguas e centralizam maternidades negras e periféricas, frequentemente alvo de estigmas e injustiças. Discute cuidado como trabalho, informalidade, gênero, território e reprodução estratificada.
O artigo sistematiza os conceitos periferia e sujeitas/sujeitos periféricos com base em vivências territoriais, produção cultural e pensamento crítico. Propõe dimensões qualitativas e quantitativas do conceito, além de discutir consciência periférica, epistemologia periférica, e trajetórias universitárias quebradas. Destaca o papel dos Racionais MC’s e dos coletivos culturais na ressignificação do termo, afirmando a potência política e cognitiva das quebradas.
Esse texto conta a história de mulheres negras em Goiás que, mesmo enfrentando a exclusão e o racismo, encontraram força na espiritualidade. Elas não seguiram só o que a igreja mandava, mas criaram suas formas de fé dentro das comunidades, como rezadeiras, rainhas e líderes das Congadas e Irmandades. A autora chama isso de “feminismo de terreiro”: um jeito próprio dessas mulheres lutarem por respeito, espaço e liberdade, misturando religião com resistência. É um exemplo bonito de como as mulheres transformam dor em luta e tradição em poder.
Estudo qualitativo com mulheres diagnosticadas com depressão em Embu (Grande SP), relacionando a depressão a experiências de perda, violência doméstica e condições de pobreza. Mostra o papel ampliado dos psiquiatras na reorganização da vida dessas mulheres.
O artigo fala de como o desenvolvimento industrial no Espírito Santo, a partir das décadas de 1960 e 1970, afetou comunidades quilombolas. Muitas famílias foram expulsas de suas terras, que passaram a ser ocupadas por empresas, como a Aracruz Celulose. O texto mostra que o modelo econômico ignora os direitos das comunidades negras e usa teorias pós-coloniais para discutir racismo, desigualdade e luta por reconhecimento. As comunidades quilombolas são vistas como resistência à lógica capitalista dominante e buscam o direito à terra e à valorização cultural.
A tese mostra como a chegada da empresa Aracruz Celulose afetou profundamente a vida das mulheres indígenas Tupiniquim no Espírito Santo. Elas perderam território, formas de sustento e espaço na comunidade, mas também se organizaram e lutaram por seus direitos.
Esse e-book traz as histórias de mulheres do quilombo Alto Santana, na cidade de Goiás. Elas compartilham seus saberes antigos, como lavar roupa no Rio Vermelho, fazer cerâmica e cuidar da saúde com plantas medicinais. Tudo isso mostra a força dessas mulheres na preservação da cultura quilombola e na luta para serem reconhecidas e valorizadas. O material também fala da importância de ensinar esses conhecimentos nas escolas, para que não se percam e continuem sendo passados de geração em geração.
O artigo analisa as especificidades das opressões vividas pelas mulheres negras na Amazônia, apontando os limites das teorias feministas negras centradas no eixo sul-sudeste do país. A partir de uma revisão bibliográfica, propõe incorporar territorialidade e regionalidade como dimensões fundamentais para compreender a exploração histórica, a resistência e os saberes afroamazônidas. Também destaca o protagonismo de mulheres negras na luta contra o racismo ambiental, o extrativismo predatório e a invisibilidade nacional.
A dissertação reconstrói trajetórias de mulheres em situação de prostituição na Zona Leste de São Paulo, explorando suas práticas, vínculos afetivos, subjetividades e disputas por dignidade nos espaços periféricos da cidade.
A tese ouve 14 mulheres da periferia de Maceió que foram mães ainda na adolescência. A partir das histórias delas, a autora mostra como a maternidade impacta a vida das jovens, afetando estudo, trabalho, liberdade e relações familiares. O estudo também fala da falta de acesso à informação sobre sexualidade e saúde reprodutiva.
O artigo apresenta um estudo na Favela Inajar de Souza, Zona Norte de São Paulo, com 375 mulheres entre 15 e 54 anos. Investiga a frequência do aborto inseguro e suas relações com variáveis como cor, escolaridade, renda, apoio do parceiro e migração. Constata alta taxa de abortos provocados clandestinos e graves complicações pós-aborto. O estudo compara o cenário brasileiro ao de Cuba e argumenta que a legalização do aborto no Brasil beneficiaria principalmente as mulheres pobres.
O artigo analisa o livro Memórias de Plantação, de Grada Kilomba, destacando como o racismo cotidiano atravessa as experiências de mulheres negras. A autora propõe uma leitura decolonial e subjetiva da obra, discutindo epistemologia, violência simbólica, trauma e resistência. A reflexão evidencia como raça, gênero e sexualidade operam em múltiplas camadas de silenciamento e exclusão — especialmente na academia
A pesquisa investiga a construção de uma clínica psicanalítica pública junto ao Coletivo Preta Velha, na periferia de Porto Alegre. A escuta semanal individual e coletiva de mulheres periféricas revela o sofrimento sociopolítico atravessado por raça, gênero, classe e território. Com metodologia baseada em fragmentos narrativos e atenção flutuante, propõe uma clínica comprometida com transformação social. A dissertação articula psicanálise, feminismo negro, interseccionalidade e escuta territorializada como ferramentas de resistência, ampliando o lugar da fala e o direito ao cuidado para mulheres historicamente silenciadas.
O artigo apresenta uma análise qualitativa dos problemas enfrentados por mulheres das periferias de Chapecó-SC em relação ao saneamento básico. Com entrevistas nas comunidades Lajeado São José (ocupação irregular) e Vila Rica (regularizada), discute a precariedade no abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana. Mostra como as mulheres são as mais afetadas por essa falta e como se tornam lideranças no cuidado e articulação coletiva, evidenciando desigualdades de gênero, classe e território.
O artigo analisa a vida de mulheres reassentadas por causa da construção da Usina Hidrelétrica de Estreito, no norte do Tocantins. Mostra como elas perderam autonomia, fontes de renda e viveram insegurança com abastecimento de água, moradia e transporte. Mesmo sendo as principais cuidadoras do lar e da família, sua voz foi apagada nas decisões e processos. A pesquisa dá destaque às suas memórias e práticas cotidianas, denunciando a ausência de políticas públicas e revelando a força dessas mulheres na reconstrução de suas vidas.
O artigo analisa, a partir de uma perspectiva feminista, como as dificuldades de acesso à moradia no Brasil impactam de forma mais severa as mulheres, especialmente as mulheres negras. A pesquisa utiliza narrativas femininas dentro dos movimentos de moradia para demonstrar como esses espaços promovem empoderamento e autonomia, desde a segurança contra violência doméstica até a reapropriação do espaço público e político.
Estudo qualitativo com mulheres em relações conjugais estáveis em bairro de baixa renda na periferia de Teresina. Analisa a relação entre gênero, prevenção ao HIV e a atuação do Programa Saúde da Família, evidenciando a ausência de discussões sobre sexualidade e gênero na atenção básica.
Análise das representações de mulheres periféricas no programa televisivo “Esquenta!”, com destaque para discursos de resistência, identidade e empoderamento a partir das falas de convidadas e da mediação da apresentadora Regina Casé. A pesquisa adota metodologia de análise de conteúdo sobre episódios de 2015 e classifica os perfis das participantes, evidenciando o papel da mídia na legitimação (ou simplificação) dessas narrativas e na promoção de figuras femininas fortes, mães, guerreiras e líderes comunitárias.
O estudo aborda como as atividades culturais e comunicativas do Coletivo Mulheres Negras da Periferia, especialmente na Casa das Pretas, promovem identidade e pertencimento na comunidade do Coroadinho. Utilizando métodos qualitativos, a pesquisa analisa ações como o Tambor de Crioula Mirim e projetos educacionais, destacando o papel do coletivo no empoderamento feminino e na valorização cultural.
Esse estudo ouviu três mulheres de diferentes idades de um quilombo no agreste de Alagoas. Elas contaram como é a vida no território, com muito trabalho, resistência e enfrentamento ao preconceito. O artigo mostra que, apesar das dificuldades, ser quilombola é também fonte de orgulho e luta por direitos. A jovem e a adulta veem essa identidade como forma de afirmação da negritude e força política, enquanto a idosa revela ambivalências por conta das dores do passado. O texto destaca a importância de reconhecer os modos de vida e a força dessas mulheres negras.
O artigo analisa o aborto clandestino entre adolescentes de 12 a 17 anos moradoras de uma favela na Zona Sul do Rio de Janeiro. Com base em entrevistas em profundidade, descreve trajetórias, métodos usados e redes de apoio acionadas, revelando experiências marcadas por solidão, clandestinidade e ausência de suporte familiar. A pesquisa mostra como raça, classe e gênero interseccionam vulnerabilidades na juventude periférica.
O artigo apresenta trajetórias de jovens mulheres das periferias de São Paulo que atuam no setor audiovisual, enfrentando desigualdades de gênero, raça e classe. Analisa suas estratégias de formação, inserção e permanência nesse campo, que é marcado por precarização e hegemonia masculina, e destaca o audiovisual como ferramenta política e de transformação social.
A partir de entrevistas com oito mulheres entre 44 e 75 anos, usuárias de uma UBS na periferia de São Paulo (bairro São José), o artigo analisa seus discursos sobre a menopausa. As falas revelam vivências marcadas por desconforto, sensação de estranhamento e desconhecimento do tema, além da invisibilidade nas políticas públicas. Propõe a valorização da particularidade de cada experiência e crítica à medicalização normativa do climatério.
O artigo discute os impactos e desafios da participação popular no Rio de Janeiro a partir da Conferência das Mulheres de Periferias e Favelas (maio/2023), organizada de forma autônoma por mulheres periféricas e negras. A análise aborda o papel desses espaços no fortalecimento de lideranças femininas e na proposição de políticas públicas, refletindo sobre a relação entre movimentos sociais e o Estado em contextos democráticos.
O artigo analisa práticas contraceptivas entre mulheres de baixa renda na Várzea (Recife), mostrando como o planejamento familiar ocorre sob influência médica e políticas de “intervenção branca”. Discute a medicalização da reprodução, a ausência de autonomia, os métodos predominantes (esterilização e pílula) e os valores familiares em três grupos femininos, articulando saúde, classe, gênero e direitos reprodutivos.
O artigo discute como as mulheres têm sido protagonistas nos movimentos sociais, destacando sua invisibilidade histórica e a importância de suas ações coletivas na construção da democracia. A autora aborda os desafios enfrentados pelas mulheres em diferentes contextos, como políticas neoliberais, desigualdades de gênero e a luta por direitos sociais, políticos e culturais.
Relata a experiência de auto-organização de mulheres agricultoras periféricas em São Paulo no contexto da elaboração participativa do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável. Mostra como essas mulheres constroem redes de resistência e políticas públicas nas periferias paulistanas.
O artigo propõe uma definição ampliada de feminismo popular, com base nas experiências e vozes de 110 lideranças femininas em 105 favelas cariocas. A partir da escuta sobre identidade, ativismo, maternidade e território, analisa como essas mulheres constroem práticas feministas enraizadas na realidade social e espacial da favela. Articula saber popular, interseccionalidade, epistemologias decoloniais e feminização do poder comunitário.
A dissertação analisa como as desigualdades vivenciadas por mulheres periféricas dificultam seu acesso integral à cidade. A pesquisa qualitativa, baseada em entrevistas com moradoras de bairros pobres de Ituiutaba, investiga suas práticas espaciais e como suas vidas são impactadas pela fragmentação socioespacial. O estudo revela que o cotidiano dessas mulheres é marcado pela sobrecarga do trabalho e pela limitação da mobilidade, restringindo sua apropriação da cidade e dificultando a construção do direito à cidade.
O artigo compara transformações nas práticas associativas em duas periferias urbanas surgidas da luta por moradia — o bairro Monte Cristo, em Florianópolis, e a Cova da Moura, em Lisboa. A análise revela como as mulheres foram protagonistas nesses processos, articulando redes de cuidado, cultura e ativismo em meio à reconfiguração territorial. Discute a migração de modelos reivindicativos para projetos sociais e o impacto da feminização do espaço público comunitário.
A pesquisa conta as histórias de nove mulheres capixabas que, entre 1964 e 1973, enfrentaram a ditadura militar com coragem. Elas eram jovens, universitárias e engajadas no movimento estudantil, passando por prisões, perseguições e clandestinidade. O estudo mostra como essa militância política impactou a vida delas e ajudou a transformar o papel da mulher na sociedade.
O capítulo aborda como as mulheres da periferia sul de São Paulo enfrentam desafios específicos de mobilidade urbana, como assédio sexual, insegurança, falta de infraestrutura e transporte público inadequado. A pesquisa foi realizada nos distritos de Jardim São Luiz e Jardim Ângela, destacando as desigualdades de gênero e a necessidade de políticas públicas inclusivas para atender às demandas das mulheres.
O artigo conta a história de mulheres indígenas do Acre, mostrando sua luta por terra, cultura e direitos. Elas enfrentam preconceitos, cuidam das aldeias e se organizam em movimentos para garantir saúde, educação e respeito. Com força e união, criaram grupos como a SITOAKORE e mostram que são líderes dentro e fora das comunidades. A pesquisa valoriza suas vozes, experiências e saberes, revelando como transformam o território em espaço de resistência e pertencimento.
O estudo analisa a migração de mulheres de diversas regiões do Brasil para São Paulo entre as décadas de 1950 e 1960, buscando melhores condições de vida. A pesquisa investiga a mobilidade do trabalho, a função da mulher periférica na reprodução da vida e o impacto da política habitacional do Banco Nacional de Habitação na conquista da casa própria.
Estudo qualitativo com metodologia decolonial em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), investigando violências múltiplas que atravessam mulheres periféricas em suas relações familiares, comunitárias e institucionais.
Pesquisa com mapeamento de lideranças femininas em favelas e periferias da Região Metropolitana do Rio de Janeiro; discute o impacto da violência armada, as estratégias de resistência e os desafios de proteção às defensoras de direitos humanos.
Análise das estratégias de jovens periféricos diante dos impactos da pandemia e do neoliberalismo. A partir de pesquisa com 208 jovens das zonas sul e leste de São Paulo, o artigo discute trabalho informal, empreendimentos culturais, redes de apoio e ativismo solidário. Aborda também os atravessamentos de raça, gênero, moradia e precarização, destacando práticas coletivas de resistência e organização comunitária frente às desigualdades.
O artigo apresenta reflexões sobre a violência contra as mulheres, com base em debates do movimento feminista em Pernambuco. A autora questiona a ideia de que a violência é “democrática” e afeta todas as mulheres igualmente, destacando diferenças regionais e sociais. Dados da OMS mostram que a violência em Pernambuco é mais severa do que em São Paulo, com maior uso de armas e menor acesso a redes de apoio. O texto discute homicídios de mulheres como crimes de ódio e a relação entre violência de gênero e violência urbana, além da necessidade de políticas públicas intersetoriais para enfrentar[…]
O artigo analisa os relatos de mulheres negras de Fortaleza sobre os impactos da pandemia de Covid-19 em suas vidas. A pesquisa aborda questões como desigualdades raciais, de gênero e socioeconômicas, destacando o protagonismo feminino e negro no enfrentamento das dificuldades. A perspectiva teórica é fundamentada no feminismo negro e na luta antirracista.
O texto investiga como mulheres das periferias urbanas acessam e constroem iniciativas empreendedoras em meio à precariedade. A partir de estudos de caso e análise de contextos populares, a pesquisa revela as múltiplas motivações que impulsionam o empreendedorismo feminino periférico — como sobrevivência, autonomia e empoderamento. Discute os limites das políticas públicas voltadas ao setor, a informalidade como estratégia e os impactos econômicos e subjetivos dessas práticas na vida das participantes.
O artigo analisa as estratégias discursivas de mulheres da periferia de Campo Grande-MS que atuam como lideranças comunitárias. A pesquisa destaca como linguagem e identidade se articulam na construção do protagonismo feminino na política, revelando aspectos explícitos e implícitos da fala que evidenciam resistência, subjetividade e lugar de fala.
A monografia analisa a trajetória do projeto social Arquitetura na Periferia, evidenciando a visão das mulheres envolvidas e os resultados alcançados. O estudo aborda a percepção das participantes sobre o impacto do projeto em suas vidas, resgata o processo de criação e avalia como ele fomentou reflexões sobre o direito à moradia e políticas públicas habitacionais. A pesquisa qualitativa utilizou estudo de caso e categorização temática para compreender os desafios enfrentados pelas mulheres na periferia e sua luta por moradia digna.
Análise do papel ambíguo das mulheres na mobilização golpista e na resistência durante a ditadura; examina como setores conservadores mobilizaram mulheres como base de apoio ao golpe de 1964, e como mulheres progressistas, apesar de desorganizadas, resistiram e foram perseguidas.
Estudo qualitativo com mulheres de Salvador, analisando como definem lixo e os impactos percebidos no ambiente e na saúde pública.
Essa dissertação conta as histórias de mulheres que viveram e trabalharam nos seringais do Acre entre os anos 1960 e 1980. Elas cortavam seringa, coletavam o leite (látex), fabricavam borracha e ainda cuidavam da roça, pescavam, caçavam e cuidavam da casa e dos filhos. Mesmo com o trabalho pesado e pouco reconhecimento, essas mulheres foram essenciais para sustentar suas famílias e preservar tradições. A autora ouviu relatos e memórias dessas trabalhadoras, mostrando como resistiram às dificuldades e como suas experiências ajudam a entender melhor o papel das mulheres na floresta.
O artigo analisa a atuação dos Clubes de Mães da Zona Sul de São Paulo, que deram origem ao Movimento Custo de Vida, um dos mais importantes movimentos de contestação ao regime militar e ao processo de redemocratização do Brasil. Inicialmente voltados para o ensino de ofícios domésticos, os clubes se tornaram espaços de luta por melhores condições de vida, saúde e educação. O estudo destaca a importância da memória dessas mulheres na construção de espaços democráticos em tempos de repressão.
Analisa relatos de mulheres sobre partos no SUS, destacando violência institucional e desrespeito aos princípios de humanização do Ministério da Saúde.
Relatório de TCC sobre a produção do documentário Periferas, com entrevistas a cinco diretoras periféricas. O texto discute o apagamento histórico de mulheres no audiovisual brasileiro e o desafio interseccional enfrentado por mulheres negras e periféricas para atuar como realizadoras. Também analisa o modo expositivo do documentário, estratégias de narrativa afetiva, estéticas da quebrada, e iniciativas culturais nos bairros.
O artigo analisa o Manifesto do coletivo Nós Mulheres da Periferia à luz da Análise do Discurso francesa, evidenciando como o texto ressignifica o conceito de periferia como identidade política e cultural. Destaca o protagonismo de mulheres negras periféricas na construção de narrativas de resistência e empoderamento, desafiando hierarquias espaciais e sociais.
O trabalho investiga como o urbanismo neoliberal impacta a vida das mulheres do Bairro Santa Maria, em Aracaju. A partir de entrevistas e análise de narrativas, a pesquisa aborda questões como moradia, trabalho, mobilidade, violência e políticas públicas. O estudo destaca a luta das mulheres periféricas por direitos e melhores condições de vida, evidenciando a força e resistência dessas mulheres em um contexto de exclusão social e desigualdade.
Estudo etnográfico sobre mulheres do conjunto habitacional Viver Bem (PMCMV) em Santa Cruz do Sul (RS), analisando como articulam resistências cotidianas frente à precarização habitacional, sobrecarga de cuidados e vulnerabilidade social, sob perspectiva feminista e decolonial.
O Observatório das Mulheres Periféricas (OMPerifa) protocolou um pedido para participar do debate no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a escolha da nova pessoa que ocupará a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. O pedido foi feito dentro do Mandado de Segurança nº 40573. Essa ação questiona se o processo de indicação ao STF […]
A dissertação investiga os desafios enfrentados por mães universitárias moradoras do Complexo da Maré, abordando questões como maternidade, educação, desigualdades de gênero e políticas públicas. A pesquisa utiliza relatos de vida e análise qualitativa para destacar as dificuldades de conciliar a maternidade com a vida acadêmica e a necessidade de políticas de apoio para essas mulheres.
O estudo escutou mulheres da cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, para entender como é o dia a dia na cozinha. Mostra que elas são as principais responsáveis por preparar a comida em casa, enquanto os homens só cozinham em casos específicos. As entrevistas revelam que as mulheres veem essa tarefa como obrigação da esposa ou mãe. Mesmo com esforço e dedicação, esse trabalho não é valorizado. A pesquisa analisa como a divisão das tarefas mostra desigualdades e disputas por respeito e autonomia dentro das famílias.
O artigo investiga como mulheres da periferia de Araguaína consomem telenovelas, analisando as mediações culturais, os sistemas de representação e os sentidos mobilizados no processo de recepção. A pesquisa utiliza uma abordagem etnográfica e referencia teóricos como Stuart Hall e Jesús Martín-Barbero para compreender como essas mulheres articulam significados a partir de suas vivências e práticas cotidianas.
O trabalho analisa como a formação jurídica feminista, por meio do Programa Promotoras Legais Populares, impacta trajetórias pessoais e comunitárias de mulheres da Restinga. A autora investiga como o empoderamento legal fortalece o acesso à justiça e à cidadania em territórios periféricos, articulando teoria crítica feminista ao Direito com as práticas comunitárias de lideranças femininas.
A publicação traz análises, entrevistas e ensaios sobre justiça climática no Brasil a partir das vozes de mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas e rurais. Com base em dados e narrativas, aponta como os efeitos da crise climática são agravados por desigualdades estruturais e como o enfrentamento exige escuta e protagonismo dessas vozes.
O estudo qualitativo investiga as representações de saúde e doença de mulheres da periferia de Belo Horizonte, destacando concepções como incapacidade funcional, modo de vida saudável, assistência médica de qualidade e equilíbrio espiritual. A pesquisa também analisa as alternativas terapêuticas utilizadas, incluindo medicina científica, automedicação e práticas religiosas.
O artigo mostra como as mulheres quebradeiras de coco mantêm há mais de 40 anos a prática da quebra do babaçu no norte do Tocantins. Esse trabalho manual é fonte de renda, identidade e resistência em meio a conflitos agrários. Elas lutam pela preservação dos palmeirais e pela livre circulação nos territórios, enfrentando grandes fazendeiros e o avanço do agronegócio. A organização em cooperativas e movimentos como o MIQCB garantem direitos e visibilidade. A quebra do coco não é só trabalho: é união, cultura e pertencimento ao território.
O estudo analisa o perfil social e antropométrico de mulheres entre 20 e 50 anos da periferia de São Bernardo do Campo, investigando a incidência de sobrepeso e obesidade. A pesquisa descritiva envolveu 200 mulheres, das quais 65 foram selecionadas para análise. Os resultados indicam que 44,6% das participantes apresentavam sobrepeso e 15,4% obesidade, números considerados relevantes. O artigo destaca a correlação entre IMC e circunferência da cintura como indicadores de gordura total e abdominal, sugerindo que esses fatores podem ser usados conjuntamente no diagnóstico nutricional.
A resenha analisa o livro Sonhos da periferia: inteligência argentina e mecenato privado, de Sergio Miceli, destacando a presença das mulheres nos processos culturais e intelectuais investigados. O texto enfatiza o papel das escritoras na Argentina e no Brasil, comparando suas trajetórias e desafios dentro do campo literário. A análise também aborda a influência do mecenato privado na produção cultural argentina e as relações de poder entre homens e mulheres na literatura.
A dissertação investiga como mulheres da periferia organizadas coletivamente para geração de renda subvertem práticas de trabalho consideradas femininas, criando ferramentas de emancipação e luta comunitária. O estudo aborda a relação entre gênero, territorialidade e trabalho, com foco em uma cooperativa de costureiras na Vila Nossa Senhora Aparecida, em Porto Alegre. A pesquisa utiliza conceitos como corpo-território e economia solidária para analisar os impactos dessas práticas no território e na vida das mulheres.
A dissertação mostra como as mulheres indígenas de Rondônia, organizadas na associação AGIR, lutam por seus territórios, cultura e vida. Elas se uniram para enfrentar invasores e problemas como violência, alcoolismo e falta de direitos. Para elas, o território é mais que terra — é corpo e espírito. A pesquisa valoriza essa visão e mostra como o feminismo indígena mistura cuidado com a natureza, força política e respeito à ancestralidade. A autora participou da IV Assembleia da AGIR, fez entrevistas e analisou discursos das mulheres.
A partir de uma abordagem afrocêntrica, o trabalho investiga a construção da identidade de mulheres pretas periféricas em Franca (SP). Com base em entrevistas e participação em coletivos locais, a autora mapeia as práticas cotidianas de resistência, as relações entre raça, gênero e território, e o impacto do movimento “Tinha Que Ser Preta!” como espaço de afirmação política e afetiva. Discute saberes ancestrais, espiritualidade, estética negra e os atravessamentos entre subjetividade e ativismo na periferia.
O artigo analisa o livro Toda via, (2015), de Michele Santos, poeta e produtora cultural do extremo sul de São Paulo. Rafael Ireno interpreta sua poética como ruptura, denúncia e experimentação formal, ligando cortes estéticos à consciência periférica e feminina. Destaca o uso de trocadilhos, rimas abruptas, tipografia estratégica e ambiguidade como instrumentos críticos, políticos e afetivos. Aborda ainda as performances orais da autora nos saraus e a tensão entre o desejo de compartilhamento e o hermetismo estético.
A resenha analisa o livro de Sylvia Leser de Mello, que apresenta relatos de mulheres pobres que migraram do campo para a periferia de São Paulo. O estudo destaca a adaptação dessas mulheres ao meio urbano, suas estratégias de sobrevivência e os desafios enfrentados, como a precariedade da moradia, a alimentação restrita e a submissão ao trabalho e à maternidade.
O artigo escuta e valoriza as histórias de sete professoras negras de Mazagão Velho (AP). Elas contam como enfrentaram o racismo, o machismo e a desigualdade para estudar e trabalhar. Mesmo com pouca estrutura e muitas barreiras, seguiram lutando pela educação e pela valorização das mulheres negras. A pesquisa usa entrevistas e mostra como a vida dessas mulheres é marcada por resistência, fé e força para transformar a realidade escolar e social da Amazônia.
O artigo cartografa a realidade de mulheres que vivem na periferia, analisando como sofrimento e felicidade emergem em suas vidas a partir de uma perspectiva feminista e pós-estruturalista. A pesquisa envolveu cinco entrevistadas e utilizou o método cartográfico para compreender suas experiências e territórios existenciais.
Análise bibliográfica com ênfase na violência sexual contra mulheres periféricas em São Paulo, destacando desigualdade estrutural, omissão do poder público e necessidade de políticas públicas efetivas.
O artigo traz as histórias de parteiras e curandeiras negras que vivem em povoados do interior do Pará. Elas ajudam nos partos, nas curas e no cuidado com o povo, mesmo com poucos recursos e pouco reconhecimento. Mostra como essas mulheres são fortes, corajosas e fundamentais para a vida em comunidade.
Análise da guerra às drogas a partir das experiências de mulheres em uma vila popular no Rio de Janeiro, abordando como o Estado, o tráfico e o domínio local de “donos” impactam relações de gênero e dinâmicas familiares nas periferias cariocas.
O artigo escuta as histórias de mulheres quilombolas do Vale do Guaporé, em Rondônia. Mostra como elas preservam saberes herdados de suas ancestrais — como receitas, cuidados com a saúde, parteiras, benzedeiras, religiosidade e educação dos filhos. Elas trabalham na agricultura, pesca, cozinha e criam remédios com ervas. O texto também fala sobre o apagamento histórico que essas mulheres sofreram e como suas vozes ainda ecoam através da oralidade, da escrita e da resistência cultural.
A partir de entrevistas com 14 mulheres com deficiência física de bairros periféricos de João Pessoa, o artigo analisa como, em contexto de pobreza e ausência de políticas públicas, elas assumem simultaneamente os papéis de cuidadoras e cuidadas. Aponta para uma gramática moral da superação que reforça exploração e silencia suas necessidades, discutindo interdependência, vulnerabilidade e ética do cuidado com base nos estudos feministas e dos disability studies.
A partir de três etnografias realizadas em São Carlos e Mogi das Cruzes, o artigo analisa como ações do Estado — como o Programa Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família e as remoções por reintegração de posse — afetam a vida cotidiana de mulheres periféricas, especialmente em suas práticas de moradia, deslocamento, cuidado, trabalho e resistência. Propõe que “ganhar” e “perder” casa não são opostos fixos, mas processos sociais marcados por ambivalência, vulnerabilidade e reconstrução constante das casas, redes e trajetórias femininas.
Ensaio etnográfico sobre uma família recomposta formada por duas mulheres lésbicas negras da periferia de São Paulo, abordando maternidade, militância política, saúde, religião e exclusão social. A pesquisa destaca o papel político da lesbianidade como resposta às desigualdades vividas.